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Bebê de 3 meses é a nona vítima da meningite em MT

A morte do bebê Thauan da Silva Moreira, de 3 meses, elevou para nove o número de óbitos por meningite registrados em Mato Grosso em 2026. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) após atualização do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Inicialmente tratado como caso suspeito pela Vigilância Epidemiológica de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, o óbito passou a integrar os registros oficiais da doença no Estado. Com isso, Mato Grosso contabiliza atualmente 55 casos confirmados de meningite e nove mortes neste ano.

Thauan morreu no dia 29 de maio. À época, a Vigilância Epidemiológica informou que todas as medidas previstas pelo Ministério da Saúde haviam sido adotadas, incluindo investigação epidemiológica, coleta de amostras para exames laboratoriais e monitoramento de contatos próximos.

Com a confirmação do caso, Tangará da Serra passou a integrar a lista dos municípios com óbitos pela doença em 2026.

Segundo dados da SES-MT, as mortes por meningite estão distribuídas entre sete municípios. Sorriso e Sinop lideram o ranking, com dois óbitos cada. Também registraram mortes Cuiabá, Juscimeira, Vila Bela da Santíssima Trindade, Glória D’Oeste e Tangará da Serra.

Crianças estão entre as principais vítimas

O levantamento estadual mostra que as mortes atingem diferentes faixas etárias, mas chamam atenção os registros entre crianças e adolescentes. Duas mortes ocorreram na faixa de 5 a 9 anos e uma entre adolescentes de 10 a 14 anos.

Também foram registrados óbitos entre adultos de 20 a 34 anos, 35 a 49 anos, 50 a 59 anos e idosos com mais de 60 anos.

Apesar do aumento dos casos e da atualização do número de mortes, a SES-MT informou que não há indicativo de surto de meningite no Estado. Os casos seguem sendo monitorados pela Vigilância Epidemiológica em conjunto com os municípios e unidades de saúde.

Vacinação é principal forma de prevenção

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. A forma bacteriana é considerada a mais grave e pode evoluir rapidamente para complicações severas e morte.

Entre os principais sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, sonolência excessiva, irritabilidade e confusão mental.

A SES reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção. Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estão disponíveis imunizantes que protegem contra diferentes tipos da doença, especialmente para crianças e adolescentes.

Fonte: www.vgnoticias.com.br

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