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Golpe do consórcio contemplado migra para as redes sociais

A operação da Polícia Civil que teve como alvo um casal investigado por aplicar golpes na venda de falsas cartas de crédito contempladas, em Cuiabá, na sexta-feira (24), reacendeu o alerta sobre uma modalidade de fraude que cresce em todo o país.

O esquema é impulsionado pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagens.

Promessas de crédito rápido, descontos elevados e liberação imediata dos recursos têm levado consumidores a antecipar pagamentos para negócios que, na maioria dos casos, sequer existem.

Segundo a investigação da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), os suspeitos anunciavam contratos de consórcio supostamente contemplados nas redes sociais e garantiam que o comprador receberia o crédito poucos dias após o pagamento de uma entrada.

No entanto, após a transferência dos valores, as cartas prometidas nunca eram entregues e, em diversos casos, nem mesmo havia contratação junto à administradora do consórcio.

Embora a operação tenha atingido um caso específico, o golpe se tornou cada vez mais frequente com a popularização das plataformas digitais.

O ambiente virtual ampliou o alcance dos criminosos, que utilizam perfis aparentemente confiáveis, anúncios patrocinados, vídeos e até depoimentos falsos para convencer consumidores em busca de crédito mais barato.

O principal atrativo costuma ser a promessa de uma carta de crédito já contemplada, permitindo ao comprador receber imediatamente o valor para aquisição de veículos, imóveis ou outros bens.

Especialistas, porém, alertam que a contemplação em consórcios ocorre por sorteio ou lance, seguindo regras previstas em contrato, e não pode ser garantida por terceiros sem a devida comprovação documental.

Além da falsa promessa de contemplação, outro fator explorado pelos criminosos é o preço.

As ofertas normalmente apresentam valores muito abaixo dos praticados no mercado, criando a sensação de oportunidade imperdível e pressionando a vítima a realizar rapidamente um pagamento antecipado.

Segundo a Polícia Civil, esse mecanismo foi utilizado de forma repetitiva pelos investigados em Cuiabá, que teriam convencido diversas pessoas a efetuar depósitos antes da suposta liberação do crédito.

COMO FUNCIONA A FRAUDE – Na maioria dos casos, o criminoso anuncia uma carta de crédito supostamente contemplada por meio das redes sociais.

Após o primeiro contato, encaminha documentos, contratos e comprovantes falsificados para transmitir credibilidade.

Em seguida, exige o pagamento de uma entrada ou de uma taxa administrativa, alegando que esse procedimento é necessário para transferência da cota.

Após receber os recursos, interrompe o contato ou apresenta sucessivas justificativas para adiar a entrega da carta de crédito.

Em alguns casos, os estelionatários utilizam nomes de administradoras conhecidas ou reproduzem logotipos de empresas autorizadas pelo Banco Central, dificultando a identificação da fraude.

A Decon orienta que qualquer negociação envolvendo consórcios seja feita diretamente com administradoras autorizadas ou representantes oficialmente credenciados.

Antes de fechar negócio, o consumidor deve verificar se a empresa está autorizada pelo Banco Central, conferir a autenticidade da carta de crédito junto à administradora responsável e desconfiar de propostas que prometam liberação imediata mediante pagamento antecipado.

Outra recomendação é evitar transferências via Pix ou depósitos para pessoas físicas sem que toda a documentação seja previamente conferida.

As investigações da Polícia Civil continuam para identificar outras vítimas e possíveis envolvidos no esquema descoberto em Cuiabá. onsumidores que tenham passado por situação semelhante podem registrar ocorrência junto à Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, apresentando contratos, comprovantes de pagamento e demais documentos relacionados à negociação.

Cinco sinais de um consórcio falso

• Promessa de carta já contemplada sem comprovação.

• Oferta com preço muito abaixo do mercado.

• Pressão para pagamento imediato da entrada.

• Negociação apenas por redes sociais ou aplicativos.

• Recusa em fornecer confirmação da administradora do consórcio.

Antes de pagar qualquer valor

✔ Verifique se a administradora é autorizada pelo Banco Central.

✔ Confirme diretamente com a administradora a existência da carta de crédito.

✔ Leia o contrato completo antes de qualquer assinatura.

✔ Desconfie de promessas de liberação imediata do crédito.

✔ Nunca faça depósitos ou pagamentos antecipados sem confirmar toda a documentação.

Fontes: www.diariodecuiaba.com.br

 

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