Apreensão de drogas cresce 179% na fronteira de MT
A quantidade de drogas apreendidas na região de Cáceres, a 220 km de Cuiabá por rodovia, aumentou 179,3% nos primeiros sete meses de 2026. Segundo balanço divulgado pela Polícia Militar nesta sexta-feira (07.08), foram retirados de circulação 243 quilos de entorpecentes, contra 87 quilos no mesmo período de 2025.
As ocorrências relacionadas ao tráfico também avançaram. Os registros passaram de 81 para 150, crescimento de 85,2%. Os dados abrangem os 12 municípios atendidos pelo 6º Comando Regional da PM, no oeste de Mato Grosso e na região de fronteira com a Bolívia.
Mirassol d’Oeste, a aproximadamente 294 km de Cuiabá por rodovia, concentrou a maior parte das apreensões. Conforme o levantamento do 17º Batalhão, foram recolhidos 160 quilos de entorpecentes no município. No ano passado, o balanço não registrou quantidade de drogas apreendidas para efeito de comparação.
Os registros relacionados a pontos de venda de drogas e ao tráfico doméstico em Mirassol d’Oeste passaram de 38 para 75, alta de 97,4%.
Cáceres apreende 83 quilos
Na área atendida pelo 6º Batalhão, sediado em Cáceres, as apreensões aumentaram 80,4%. O volume passou de 46 quilos, entre janeiro e julho de 2025, para 83 quilos no mesmo intervalo deste ano.
As ocorrências de tráfico também cresceram no município, passando de 43 para 75, avanço de 74,4%.
Os números indicam maior atuação das forças de segurança contra o comércio de entorpecentes, mas o balanço não detalha os tipos de drogas apreendidas, o número de pessoas presas especificamente por tráfico nem a quantidade de investigações concluídas.
A Polícia Civil informou ter deflagrado 26 operações na região desde o começo do ano. As ações envolveram mandados de prisão e de busca e apreensão, medidas cautelares, quebras de sigilo e bloqueio de bens. O órgão, contudo, não especificou quantas dessas operações tiveram o tráfico de drogas como alvo principal.
As forças de segurança também montaram uma equipe para analisar celulares apreendidos durante as investigações. O trabalho conta com apoio da Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop), vinculada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
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