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Mato Grosso registra menor número de focos de calor da história em setembro

Mato Grosso encerrou setembro de 2025 com 2.294 focos de calor, o menor número já registrado desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/BD Queimadas), em 1998. O resultado quebra o recorde anterior de 3.692 ocorrências, estabelecido em 2009, que também correspondia à média histórica para o mês.

Em relação a setembro de 2024, quando o Estado contabilizou 19.964 focos, a redução foi de 88%. No acumulado do ano, de janeiro a setembro, Mato Grosso soma 9.171 focos de calor, redução de 80% frente ao mesmo período de 2024, que registrou 45.326 focos.

Apesar da redução histórica, Mato Grosso ainda mantém a primeira posição no ranking nacional de focos de calor em 2025. O Estado concentra 14,5% do total de ocorrências do país, seguido por Maranhão (12,6%), Tocantins (11,7%), Bahia (8,6%) e Pará (7,1%).

O resultado de 2025 representa um marco inédito de baixa intensidade justamente no período mais seco do ano, quando tradicionalmente os riscos de incêndios florestais aumentam consideravelmente.

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atribui os resultados ao reforço nas ações de prevenção, fiscalização e resposta rápida aos incêndios florestais, aliadas a condições climáticas mais favoráveis, com chuvas recentes.

O Governo do Estado destinou R$ 78 milhões para fortalecer a estrutura do CBMMT, com foco no aprimoramento da logística e da capacidade operacional. Atualmente, a corporação conta com 1.420 bombeiros militares, além de brigadistas estaduais e municipais, viaturas especializadas e até oito aeronaves disponíveis para operações em todo o território mato-grossense.

“O mês de setembro é tradicionalmente marcado por estiagem intensa, que aumenta o risco de incêndios florestais. Mesmo assim, os dados indicam redução nos focos de calor. Reflexo do compromisso contínuo do Estado com a preservação ambiental e o enfrentamento aos incêndios florestais. Essa redução histórica nos focos de calor é um sinal claro de que estamos no caminho certo”, afirmou o coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, comandante-geral do CBMMT.

Operações e tecnologia integrada

Entre as ações implementadas, estão as operações Infravermelho e Abafa Amazônia, voltadas ao combate ao uso irregular do fogo, que permitem a identificação e responsabilização de infratores, além da redução dos danos ambientais.

Um diferencial importante é o Sistema Integrado de Cadastro de Recursos para Apoio aos Incêndios Florestais (SICRAIF), que organiza e mobiliza rapidamente recursos humanos e equipamentos. A plataforma já conta com mais de 8.000 recursos cadastrados, incluindo 3.856 brigadistas, 3.421 maquinários, 1.238 propriedades, 696 equipamentos e 48 aeronaves.

O sistema funciona como um banco de dados dinâmico, permitindo que produtores rurais, prefeituras, instituições e voluntários registrem equipamentos e equipes disponíveis para apoiar as ações de combate aos incêndios. Quando um foco é identificado, o CBMMT pode acionar rapidamente os recursos cadastrados mais próximos da ocorrência.

“O SICRAIF é uma ferramenta inovadora que nos permite mobilizar recursos de forma ágil. Com o sistema, conseguimos mapear e distribuir equipes e equipamentos de forma mais estratégica, garantindo uma atuação rápida, eficiente e integrada no combate ao avanço das chamas”, explicou o coronel BM Heitor Fernandes da Luz, Diretor Operacional do CBMMT.

Períodos proibitivos e legislação

Em Mato Grosso, o uso do fogo é regulado por períodos específicos estabelecidos em legislação estadual:

• Pantanal: proibido entre 1º de junho e 31 de dezembro

• Amazônia e Cerrado: proibido entre 1º de julho e 30 de novembro

• Áreas urbanas: proibição durante todo o ano

O descumprimento das normas pode resultar em multas administrativas, responsabilização criminal e ações de reparação ambiental.

Alerta permanece

Apesar dos resultados positivos, o CBMMT segue em estado de alerta para o risco de incêndios florestais e reforça a importância da conscientização da população, especialmente diante da previsão de chuvas abaixo da média para o mês de outubro.

O comandante-geral enfatiza que a colaboração da sociedade é fundamental para manter a tendência de redução. “Precisamos que produtores rurais, moradores e visitantes continuem adotando práticas preventivas e denunciando focos de incêndio imediatamente. A prevenção é sempre o caminho mais eficiente”, destacou o coronel Bezerra. * Com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso e Inpe/BD Queimadas 

Fonte: www.vgnoticias.com.br

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