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Crédito bancário e menos burocracia: lei quer transformar Brasil em polo de medicamentos e tecnologia em saúde

Publicada nesta terça-feira (21) no Diário Oficial da União (DOU), lei que institui a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ensceis). A medida visa estancar a dependência de insumos, medicamentos e equipamentos importados para abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS) do mercado externo.

Para isso, o texto cria um pacote de vantagens competitivas, financiamento facilitado e desburocratização para empresas que instalarem ou ampliarem parques fabris em solo brasileiro – acesse na íntegra ao fim desta matéria.

Entre os principais atrativos para a iniciativa privada está a oferta de linhas de crédito com condições favorecidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). As empresas qualificadas como Empresa Estratégica de Saúde (EES) terão acesso a taxas de juros mais competitivas, prazos estendidos e períodos de carência para pagamento do capital principal.

Além do aporte financeiro, a lei garante agilidade regulatória, ou seja, as empresas estratégicas terão prioridade na análise e tramitação de registros, licenças e autorizações em órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outro motor da nova legislação é o uso do próprio poder de compra do Estado. O Ministério da Saúde e os governos estaduais e municipais poderão aplicar margens de preferência nas licitações para produtos fabricados no Brasil que atendam às normas técnicas nacionais.

Em casos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) ou projetos de inovação local, a administração pública poderá realizar aquisições até mesmo com dispensa de licitação, garantindo mercado consumidor para as indústrias que investirem em transferência de tecnologia para o país.

Exigências: preços menores ao longo do tempo

Em contrapartida aos benefícios, a lei estabelece regras para proteger os cofres públicos e garantir o abastecimento da população:

  • Preços decrescentes: os contratos exigem que o valor pago pelo Governo pelos produtos estratégicos diminua progressivamente ao longo dos anos.
  • Desconto pós-patente: medicamentos com patentes vigentes terão desconto adicional obrigatório nas compras do SUS assim que a patente expirar.
  • Transferência total de tecnologia: a empresa parceira assume o compromisso de repassar 100% do conhecimento produtivo para laboratórios ou instituições públicas nacionais.

A expectativa é que a nova estratégia impulsione também a geração de empregos qualificados, fortaleça a infraestrutura científica do país e proteja o SUS contra eventuais crises de abastecimento global na área da saúde.

Acesse o texto na íntegra.

Fonte: primeirapagina.com.br

Foto: Jefferson Rudy/Agência-Senado

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