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Casos de dengue caem 62,5% em MT, mas chuvas reforçam alerta

so registra uma queda expressiva nos casos de dengue, chikungunya e zika em 2026. A redução, porém, não significa que o risco tenha passado. Com a chegada do período chuvoso e a combinação de água e temperaturas elevadas, autoridades de saúde reforçam o alerta para a eliminação dos criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor das três doenças.

Dados do Observatório de Arboviroses, do Ministério da Saúde, mostram que Mato Grosso contabilizou 12.107 casos de dengue entre janeiro e o último dia 12 deste mês. O número representa uma redução de 62,59% em relação ao mesmo período de 2025.

Mesmo com a forte retração, a doença já provocou 14 mortes no Estado neste ano. Em todo o ano passado, foram confirmados 30 óbitos por dengue. No Brasil, a queda dos casos em 2026 chega a 70,25%.

A chikungunya apresenta comportamento semelhante. Mato Grosso soma 1.245 notificações, com incidência de 32,02 casos por 100 mil habitantes. Duas mortes foram confirmadas e uma permanece sob investigação.

A diferença em relação ao ano passado também é significativa no número de mortes: em 2025, a chikungunya provocou 72 óbitos confirmados no Estado.

Já a zika soma 328 notificações em Mato Grosso neste ano, sem registro de mortes.

CUIABÁ TEM 878 CASOS DE DENGUE – O cenário de redução também aparece em Cuiabá. Conforme o boletim epidemiológico nº 33/2026, referente à 36ª semana epidemiológica, a Capital contabiliza 878 casos autóctones confirmados de dengue e três mortes.

Apesar dos registros, o acumulado permanece abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. A média semanal em 2026 é de 51,2 casos, resultado 6% inferior ao de 2025.

A diferença é ainda mais acentuada para a chikungunya. Foram confirmados 133 casos neste ano, sem mortes. A média semanal é de quatro registros, índice 98,7% menor que o observado no ano passado.

Em relação à zika, Cuiabá contabiliza três casos confirmados, com incidência acumulada de 0,4 caso para cada 100 mil habitantes.

Para a secretária interina de Saúde de Cuiabá, Loicy Cunha, os números favoráveis não permitem reduzir as ações de combate ao mosquito.

“Os dados mostram que temos casos sendo registrados e que a vigilância precisa permanecer ativa, mas também mostram que estamos abaixo dos números registrados no mesmo período do ano passado. Por isso, o trabalho de prevenção não pode parar”, afirma.

 

805 MIL VISTORIAS EM IMÓVEIS – As equipes de combate às endemias já realizaram 805.397 vistorias em imóveis de Cuiabá em 2026.

Além das inspeções, 87.158 imóveis receberam tratamento e as equipes atuaram em 97.270 depósitos. Outros 23.268 depósitos que poderiam funcionar como criadouros foram eliminados.

Segundo a secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, as medidas precisam ser adotadas permanentemente, e não somente quando surgem casos ou sintomas.

“A prevenção começa antes do aparecimento dos sintomas. A vistoria dos imóveis, a eliminação da água parada e o acompanhamento dos casos pelas equipes de saúde são medidas que acontecem de forma contínua”, afirma.

 

80% DOS FOCOS ESTÃO NAS CASAS – A proximidade do período mais chuvoso aumenta a preocupação porque recipientes capazes de acumular água podem se transformar em criadouros do Aedes aegypti.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 80% dos focos do mosquito são encontrados dentro das residências. Por isso, a recomendação é que os próprios moradores façam inspeções frequentes nos imóveis.

Garrafas, pneus, vasos, vasilhames, calhas e reservatórios devem ser mantidos sem água acumulada ou devidamente fechados. A eliminação desses pontos interrompe o ciclo de reprodução do mosquito e reduz o risco de transmissão das arboviroses.

A Secretaria também reforça a vacinação contra a dengue. A Qdenga está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses.

Diante de sintomas ou suspeita de dengue, chikungunya ou zika, a orientação é não se automedicar e procurar uma unidade de saúde para avaliação. A recomendação ganha importância com a entrada do período chuvoso: mesmo com a queda superior a 60% nos casos de dengue neste ano, as condições climáticas voltam a favorecer a proliferação do mosquito.

Fonte: www.diariodecuiaba.com.br

 

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