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Justiça mantém prisão da ‘Princesa do CV’ e mais 3 acusados de matar jovem de 16 anos

A 1ª Vara Criminal de Cáceres manteve a prisão preventiva de Amanda Kess Aguilhera Pereira, Bruno de Oliveira Villas Boas, Junio Souto Rodrigues e Aldo Hansen de Souza. A decisão é do juiz José Eduardo Mariano e foi tomada na revisão obrigatória feita a cada 90 dias.

Eles são acusados de matar Gabriela da Silva Pereira, de 16 anos, em setembro de 2024 em Cáceres (225 km ao oeste de Cuiabá). O crime teria sido uma execução encomendada por facção criminosa contra a vítima, que supostamente integrava facção rival.

De acordo com as investigações, Amanda, que seria líder de uma facção criminosa na região, e os outros réus teriam amarrado e interrogado a vítima sob grave ameaça, após verem no celular dela uma foto fazendo um gesto associado ao PCC. Gabriela então foi torturada e executada com requintes de crueldade, inclusive com desfiguração do rosto.

Na decisão, o juiz José Eduardo destacou que o crime ocorreu em contexto de guerra entre facções e que a natureza hedionda e o modo de execução revelam risco à ordem pública: “Se a suposta atuação delitiva foi praticada mediante inequívoca violência contra a vítima, justifica-se a manutenção da prisão”, entendeu.

Para o magistrado, outra medida cautelar não seria suficiente para impedir novas práticas e interromper o ciclo delitivo da organização criminosa.

‘’MANTENHO a prisão preventiva decretada nos autos em desfavor de JUNIO SOUTO RODRIGUES, BRUNO DE OLIVEIRA VILLAS BOAS, AMANDA KESS AGUILHERA PEREIRA e ALDO HANSEN DE SOUZA. OUTRAS DELIBERAÇÕES’’, decidiu o juiz.

Com isso, o processo criminal segue, com a determinação do juiz com a expedição de mandados de intimação para testemunhas e vítimas para a audiência de instrução e julgamento marcados para o dia 12 de maio.

Relembre o caso

Em setembro de 2024, Amanda e outro suspeito teriam abordado Gabriela e uma amiga, fazendo com que elas fossem até a casa de um rapaz. No local, as duas garotas tiveram as mãos e pés amarrados e foram interrogadas através de uma chamada telefônica em grupo com um terceiro suspeito, identificado pelo apelido “Itashi”, sobre possível ligação das vítimas com a facção rival Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o inquérito policial, os celulares das jovens foram confiscados e analisados. Os réus teriam encontrado uma fotografia no smartphone de Gabriela fazendo um gesto associado ao PCC, os suspeitos teriam determinado a execução da adolescente. Outros dois envolvidos, apelidados de “Pintado” e “Piloto”, teriam sido chamados para dar reforço no crime.

Gabriela foi amordaçada e enforcada com um lençol. Após isso, os faccionados levaram a vítima desfalecida até um terreno baldio. Porém, lá, perceberam que ela ainda estava viva. Então os criminosos pegaram uma faca e desferiram vários golpes contra a vítima que teve o rosto desfigurado.

Amanda Kess Aguilhera Pereira ainda foi alvo da Operação Coroa Quebrada, deflagrada pela Polícia Civil que investiga um esquema de tráfico de drogas e execuções. Ela é identificada como a líder da facção criminosa ‘Comando Vermelho’. Foram cumpridos 21 ordens judiciais em Cáceres e região. Atualmente, ela está presa na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, mas apurações dão conta que mesmo detida, Amanda continua decretando execuções e gerenciando tráfico em Cáceres.

Fonte: www.midiajur.com.br

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