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Acusado de corrupção, vereador é afastado pela 2ª vez em menos de 1 ano

O vereador Chico 2000 (PL) foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (27) na Operação Gorjeta, que apura crime de desvio de recursos públicos através de emendas parlamentares. A ação apura a prática de crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro que teria causado um prejuízo de mais de R$ 600 mil ao erário.

Este é o segundo afastamento de Chico 2000 em menos de 1 ano. Em abril de 2025, ele foi afastado em razão da Operação Perfídia, que investigou esquema de cobrança de propina por parte de vereadores a uma empreiteira que executava a construção da Avenida Contorno Leste. Na ocasião, o vereador Sargento Joelson (PSB) também foi afastado.

Os vereadores conseguiram retornar ao cargo em setembro de 2025, por meio de habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Agora, Chico 2000, que presidiu a Câmara entre 2023 e 2024, volta a ter um novo afastamento. Além dele, são investigados servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas e um empresário.

Os elementos apurados apontaram que o grupo se associou com a finalidade de direcionar emendas parlamentares a um instituto e uma empresa, e o recurso era parcialmente “devolvido” ao parlamentar, responsável pela destinação da emenda.

MEDIDAS CAUTELARES

Chico 2000 chegou a ter a prisão pedida, mas o Judiciário determinou apenas a expedição de medidas cautelares. As principais delas são o afastamento do mandato, proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas; de acessartodos os prédios e dependências da Câmara Municipal de Vereadores de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes de Cuiabá; e de deixarem a Comarca, além de ser ordenada a entrega do passaporte.

Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá também estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos alvos investigados na operação.

Foi determinado ainda o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil e quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

Dentre as ordens judiciais há também a determinação da suspensão das atividades do instituto investigado e de realização de auditorias pela Controladoria-Geral de Cuiabá em todos os Termos de Parceria firmados pelo órgão investigado com o Município.

O Município também fica proibido de realizar qualquer espécie de contratação ou pagamento de valores com relação às duas empresas investigadas.

Fonte: www.midiajur.com.br

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