Facção movimentou R$ 295 mi do tráfico; advogada é alvo
O principal alvo da Operação Efatá, deflagrada nesta quarta-feira (3) pela Polícia Civil, movimentou R$ 295.087.462,24. O valor é referente à entrada e saída de dinheiro de contas de pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele.
De acordo com a Polícia Civil, o valor é referente a movimentação do dinheiro do tráfico de drogas e sua dissimulação (lavagem). Ele criou empresas fictícias em seu nome e nome de outras pessoas para “girar” a quantia milionária.
Ao todo, são cumpridos 148 mandados judiciais. Entre eles, está o bloqueio de R$ 41 milhões entre imóveis e veículos de luxo dos investigados. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá.
Uma advogada também é alvo da operação. O Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) acompanha o cumprimento do mandado de busca e apreensão contra ela.
Até o momento, os nomes dos alvos não foram divulgados, uma vez que ainda não foram cumpridos todos os mandados.
Investigações
As investigações da Denarc identificaram o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo diversos que diversos integrantes da organização criminosa, incluindo familiares dos alvos, que movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem qualquer lastro documental ou origem lícita comprovada.
Parte dos recursos era fracionada em pequenas quantias e transitava entre contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a real origem do dinheiro. Apenas um dos investigados movimentou, entre créditos e débitos, a quantia de R$ R$ 295.087.462,24, conforme demonstrado em levantamento técnico.

A investigação contou com a atuação estratégica do Núcleo de Inteligência e do Laboratório de Lavagem de Capitais da Polícia Civil, que reuniram provas robustas das atividades ilícitas e da estrutura financeira do grupo, ligado à facção criminosa. Durante o período da investigação, foram presos em flagrante vários investigados pelo crime de tráfico de drogas.
Segundo o delegado da Denarc, André Rigonato, responsável pelas investigações, as medidas visam não apenas a responsabilização penal dos envolvidos, mas também a descapitalização da organização criminosa.
“O objetivo é interromper o fluxo financeiro da facção criminosa e ampliar o alcance das ações repressivas contra o crime organizado em Mato Grosso”, disse o delegado.
As investigações prosseguem com análise do material apreendido e a apuração de eventuais novos envolvidos.
Nome da operação
O nome “Efatá”, que significa “abra-te” em aramaico, foi escolhido como metáfora da revelação da complexa rede criminosa que atuava sob disfarce de legalidade empresarial e profissional.
Fonte: www.midiajur.com.br
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