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Quadrilha de agiotagem, extorsão e lavagem era formada por 7 PMs

Seis policiais militares e um ex-integrantes da corporação são os principais alvos da Operação Fides Fracta, deflagrada nesta quarta-feira (26) pelo Gaeco.

O esquema criminoso era operado em Cuiabá e Várzea Grande (área metropolitana) e em Goiânia (GO).

Todos eles já foram afastados das atividades ostensivas pela Polícia Militar de Mato Grosso.

SIGA-1 Quadrilha de agiotagem, extorsão e lavagem era formada por 7 PMs

A informação é do site Primeira Página, que apurou os nomes dos alvos do Gaeco.

São eles:

– Tiago Alves da Silva, ex-PM

– Mário Sérgio de Oliveira

– Pedro Antônio Norato Victor

– Eloi Adriano Alfonso Moraes

– Nilson Moraes de Aguiar

– Oberdann Vinícius de Morais

– Jonny Zielasko Junior.

Além deles, o contador Victor Hugo Lucas Silva também é investigado por participação no esquema.

O Gaeco apreendeu armas, munições, relógios de luxo, dólares e uma grande quantidade de bens, incluindo 62 veículos, que passam a integrar o processo de sequestro patrimonial.

O objetivo da operação é impedir que os investigados movimentem ou dissipem patrimônio supostamente adquirido com dinheiro ilícito.

A quadrilha praticava crimes como agiotagem, extorsão, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.

Os trabalhos de investigação começaram após apurações da Corregedoria da Polícia Militar, que indicaram evolução patrimonial incompatível com os rendimentos de um ex-policial militar.

A partir dessa constatação, a investigação foi compartilhada com o Gaeco.

A operação foi autorizada pela 4ª Vara do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Comarca de Cuiabá, que expediu os mandados de busca e apreensão domiciliar, sequestro de bens e determinou o bloqueio de valores de até R$ 1 milhão por investigado.

23.08.2025 Quadrilha de agiotagem, extorsão e lavagem era formada por 7 PMs

FIDES FRACTA – Elo Fraco significa que a vinculação dos militares à instituição militar foi rompida pelo envolvimento em práticas criminosas, o que não implica comprometimento da lisura dessa Força de Segurança, que mantém a credibilidade junto ao povo mato-grossense.

Denúncias sobre organizações criminosas podem ser feitas anonimamente pelos seguintes canais de comunicação do Ministério Público ou da Polícia Militar: 127 – Ouvidoria do Ministério Público de Mato Gross e 190 – Polícia Militar.

A força-tarefa permanente é constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

Fonte: www.diariodecuiaba.com.br

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