Mato Grosso perde mais de R$ 460 milhões por ano com água desperdiçada
Mato Grosso perde mais de R$ 460 milhões por ano em água tratada que é produzida, mas não chega ao consumidor ou não é faturada, segundo o Estudo de Perdas 2025 do Instituto Trata Brasil, que analisou os dados do SINISA referentes ao ano de 2023 e divulgado nesta segunda-feira (24.11). O levantamento calculou quanto cada Estado desperdiça financeiramente com perdas físicas, como vazamentos, rompimentos e redes antigas, além das perdas comerciais, como falhas de medição e inconsistências no faturamento.

O estudo aponta que, caso Mato Grosso reduzisse suas perdas, o benefício financeiro imediato seria de R$ 460.256.000 por ano. Quando considerados também os efeitos operacionais e sociais, como menor gasto energético, redução da necessidade de produção adicional de água e menor pressão sobre sistemas de captação, o benefício total estimado chega a R$ 632.311.000 anuais. O valor coloca Mato Grosso entre os estados com maior impacto monetário causado pelo desperdício.
Os dados mostram que o Estado opera com índices elevados de perdas na distribuição, acima da meta nacional de 25% definida pela Portaria 490/2021. Além disso, Mato Grosso permanece distante do padrão de excelência no indicador de perdas por ligação, que mede o volume diário perdido por imóvel conectado à rede. Segundo o levantamento nacional, o Estado apresenta desempenho superior à média brasileira nesse tipo de desperdício, o que acentua a pressão sobre os sistemas municipais de abastecimento.
O relatório também destaca que, em regiões com crescimento urbano acelerado, como é o caso de Mato Grosso, perdas elevadas tendem a gerar maior gasto operacional. Isso ocorre porque a água desperdiçada precisa ser reposta com aumento de produção, energia, produtos químicos e manutenção de sistemas de bombeamento, comprometendo a eficiência dos prestadores de serviço. Dentro desse cenário estadual, municípios de grande porte têm peso significativo nos números consolidados, entre eles, a Capital.
Cuiabá
Cuiabá aparece entre os 100 maiores municípios analisados no estudo nacional, com índices de perdas acima dos parâmetros considerados adequados. No indicador de perdas por ligação, a capital perde 870,36 litros por ligação/dia, número que supera a média nacional de 348,86 litros por ligação/dia e está bem acima da meta de 216 litros estipulada como referência de excelência.
O levantamento aponta que a Capital mato-grossense enfrenta desafios estruturais como redes antigas, variações de pressão e necessidade de modernização de hidrômetros, fatores que contribuem diretamente para o volume de água que não é faturado ou que se perde ao longo da distribuição. O estudo também ressalta que municípios com esse perfil tendem a apresentar custos operacionais mais altos e maior dificuldade para estabilizar o abastecimento em áreas mais elevadas.
Fonte: www.vgnoticias.com.br
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