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Após matar e queimar mulher, suspeito ligou para avó e disse que ‘fez merda’

Após matar Josivany Borges de Amorim Rodrigues, 45, Gabryel Junio de Almeida Dirceu, 20, ligou para a avó e confessou que “fez merda”. Ele foi preso nesta segunda-feira (8), uma semana após matar a mulher e colocar fogo no corpo, em um terreno baldio, em Várzea Grande.

 

Conforme investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), denúncias anônimas e novas diligências fizeram as equipes chegar até o autor do crime, que estava no bairro Dom Aquino.

 

O reconhecimento do suspeito foi confirmado por familiares, que ajudaram nos trabalhos da polícia. A avó do investigado informou que ele havia entrado em contato, por telefone, e contou que tinha “feito uma merda” e que estava escondido em uma região de mata.

 

Crime

No dia 1º de junho, o Corpo de Bombeiros foi acionado para combater um incêndio em um terreno baldio, no bairro Centro-Sul, em Várzea Grande. Após controlar as chamas, os bombeiros encontraram um corpo do sexo feminino parcialmente carbonizado.

 

Assim que foi acionada sobre os fatos, a equipe da DHPP foi até o local, onde os policiais constataram que a vítima estava sem vestimentas, apresentava sinais de carbonização parcial e lesões na região da cabeça, além de haver indícios de tentativa de ocultação do cadáver, que estava coberto por um tanque de lavar roupas danificado.

 

A vítima foi posteriormente identificada pelo Instituto Médico Legal como Josivany Borges de Amorim Rodrigues, moradora do bairro Costa Verde, em Várzea Grande.

 

Desde a localização do corpo, a DHPP realizou diversas diligências para esclarecer a autoria do crime. Foram coletadas imagens de câmeras de segurança, identificados locais frequentados pelo suspeito e levantadas informações em pontos da região de Várzea Grande conhecidos pela presença de pessoas em situação de vulnerabilidade social.

 

Durante o deslocamento para a DHPP, o suspeito decidiu colaborar com as investigações, confessou a prática do feminicídio e indicou o local onde havia escondido as roupas utilizadas no dia do crime.

 

Contou a dinâmica

Após ser preso, durante o deslocamento para a DHPP, o suspeito decidiu colaborar com as investigações, confessou a prática do feminicídio e indicou o local onde havia escondido as roupas utilizadas no dia do crime.

 

Os objetos foram encontrados em uma residência abandonada localizada na avenida Filinto Müller, em Várzea Grande, e apreendidos para perícia.

 

O suspeito foi conduzido à DHPP, onde foi interrogado pela delegada Jéssica Cristina de Assis e autuado em flagrante por feminicídio consumado. No interrogatório, ele disse que manteve relações sexuais consentidas com a vítima, momento em que, durante o ato, ela tentou atacá-lo com uma faca, com o fim de roubar a sua droga.

 

Diante da gravidade dos fatos, a delegada representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, sendo posteriormente o preso colocado à disposição da Justiça.

 

As investigações prosseguem para conclusão do inquérito policial e esclarecimento completo das circunstâncias e motivação do crime.

Fonte: www.gazetadigital.com.br

Foto: Chico Ferreira

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