Sintep não descarta greve se RGA travar na ALMT: “Instrumento legal”
Na manhã desta terça-feira (13.01), o presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, afirmou que a possibilidade de greve não está descartada caso não haja avanço na Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores do Poder Executivo estadual e na cobrança de um passivo acumulado de 19,52%. A declaração foi feita durante reunião realizada na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá.
Questionado sobre o impacto do início do ano letivo e a chance de paralisação, o dirigente afirmou que a greve é um instrumento legal e previsto na Constituição, acionado quando se esgotam as tentativas de diálogo. “Greve é um instrumento legal, está na Constituição. É um recurso que o trabalhador pode lançar mão quando se frustra todo o diálogo. Nós nunca descartamos a possibilidade de uma greve, mas também nunca queremos fazê-la, porque é desgastante para todo mundo, inclusive para quem faz”, disse.
Henrique Lopes explicou que o sindicato inicia o planejamento estratégico em fevereiro e que qualquer decisão dependerá das instâncias da categoria. “Na primeira semana de fevereiro teremos reunião da direção, vamos marcar os conselhos de representantes e as instâncias de deliberação. Essa é uma decisão que vai depender da vontade da categoria”, afirmou. Segundo ele, se houver entendimento de que a situação ultrapassou o limite de sustentabilidade, a paralisação pode ocorrer de forma coletiva, já que o débito envolve todos os servidores do Estado, não apenas a educação.
O presidente do Sintep destacou a importância da mobilização conjunta e da atuação do Legislativo. “O encontro na federação é importante, a mobilização na Assembleia Legislativa é importante, e a reunião de avaliação depois deste fórum é que vai apontar os caminhos da mobilização dos servidores em Mato Grosso”, declarou. Ele reiterou que a greve jamais é descartada quando há resistência do outro lado em resolver os problemas.
Sobre a votação prevista para esta quarta-feira, o dirigente disse acreditar em ambiente político para avançar ao menos parcialmente. “É o que nós queremos, que haja entendimento. É importante que o poder legislativo avoque para si a sua independência e busque a mediação junto ao Governo do Estado para que os servidores sejam minimamente compensados”, afirmou. Para ele, os 4,26% em discussão tendem a ser aprovados, mas não encerram a pauta. “Não é só isso que está em jogo. Há um débito maior. Se não houver condições de aplicar tudo, que o governo aponte os caminhos em um projeto de lei escalonado e honre o compromisso de não deixar dívida ao final do mandato”, disse, ao citar o governador Mauro Mendes (União).
Fonte: www.vgnoticias.com.br
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