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MT tem uma das maiores taxas estimadas de novos casos de câncer

Localizado em uma das regiões com maior desenvolvimento econômico do país, Mato Grosso está entre os estados brasileiros com as maiores taxas ajustadas de incidência de novos cânceres, exceto o tumor de pele não melanoma, estimados para ambos os sexos, entre 2026 e 2028.

No Estado, são previstos 8.680 novos diagnósticos por ano, somando mais de 25,9 mil casos no triênio.

No país, são cerca 781 mil novos registros da doença.

Quando excluídos os tumores de pele não melanoma, a projeção é de aproximadamente 518 mil casos anuais.

Os dados constam da publicação “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil”, do Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgada na quarta-feira (4), Dia Mundial do Câncer.

Além do Centro-Oeste, uma maior frequência de câncer é estimada para as regiões Sul e Sudeste do país.

No Estado, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Rio de Janeiro, a estimativa para ambos os sexos é de 184,42 a 292,72 novos casos por 100 mil habitantes.

Levando-se em consideração apenas os homens, esse índice é maior ainda: entre 198,16 novos casos e 311,22 por 100 mil.

Já entre o público feminino, entre 166,77 e 276,78 novos por 100 mil mulheres.

Segundo o Inca, a taxa ajustada permite comparar o risco de tumor maligno entre as pessoas nas diferentes regiões, eliminando o efeito das diferenças de idade da população.

Para além do envelhecimento da população, um dos motivos pode explicar essa prevalência maior está uma maior exposição a fatores de risco.

Nesse contexto, o estudo aponta que a incidência apresenta variações regionais, conforme observado nas taxas estimadas e nos tipos de neoplasia mais prevalentes nas diferentes unidades da Federação.

“Na região Centro-Oeste, o câncer de próstata é o mais incidente (58,31 por 100 mil homens), seguido pelos de cólon e reto (22,70 por 100 mil homens) e de pulmão (12,97 por 100 mil homens), em todas as UF da região”, diz a publicação.

Em nível nacional, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente em ambos os sexos, sendo apresentado separadamente em razão de sua alta incidência e baixa letalidade.

Já os cânceres de mama feminina e próstata respondem, cada um, por aproximadamente 15,0% das novas ocorrências.

Em seguida, figuram os cânceres de cólon e reto (10,4%), traqueia, brônquio e pulmão (6,8%), estômago (4,4%) e colo do útero (3,7%).

O estudo revela ainda que as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, aproximando-se das doenças cardiovasculares.

Os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios persistentes no acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento oportuno.

Durante a divulgação, a coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca, Márcia Sarpa, destacou que “as estimativas, elaboradas a cada três anos, mais do que estatísticas, demonstram a importância de planejar e executar ações de prevenção, detecção precoce e acesso oportuno ao tratamento do câncer”.

Fonte: www.diariodecuiaba.com.br

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