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Dengue e chikungunya já causaram 4 mortes no 1º bimestre em MT

A dengue e a chikungunya continuam a fazer vítimas em Mato Grosso.

Nos dois primeiros meses deste ano, quatro mortes decorrentes das duas doenças foram confirmados no Estado.

Isso reforça a necessidade de vigilância constante e de ações para eliminação de criadouros, especialmente, diante do período climático, com temperaturas elevadas e chuvas frequentes, condições consideradas ideais para a reprodução do Aedes aegypti.

Dados do painel epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde apontam que, de janeiro até o último dia 27 de fevereiro, Mato Grosso contabilizava 3.068 casos prováveis de dengue, com taxa de incidência de 78,91 notificações por 100 mil habitantes.

No mesmo período, duas mortes em decorrência da enfermidade, sendo ambos pacientes do sexo masculino com idades de 48 e 67 anos, foram confirmadas em Cuiabá e em Diamantino (208 Km a Médio-Norte da Capital).

Há ainda o óbito de um idoso, 83 anos, em investigação na cidade de Tangará da Serra (240 km a Médio-Norte).

Já em relação à chikungunya, são 472 casos prováveis, o que representa uma taxa de 12,14 casos por 100 mil pessoas.

A doença causou dois óbitos, sendo um deles em Novo São Joaquim (485 km a Nordeste de Cuiabá), referente a uma mulher de 37 anos, e outro em Vila Bela da Santíssima Trindade (521 km a Oeste), envolvendo um bebê de um ano de idade.

Com 69 casos prováveis, a zika não registra óbitos até o momento.

Apesar do óbito registrado na Capital, dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram uma redução no número de casos das arboviroses até a 7ª semana epidemiológica de 2026.

Para o para o órgão municipal, isso resulta das ações contínuas de prevenção, controle vetorial e vigilância em saúde realizadas no município.

Conforme boletim epidemiológico divulgado pela SMS, no acumulado do ano, o município contabiliza 55 casos autóctones de dengue, com taxa de incidência de 7,9 casos por 100 mil habitantes.

Já a chikungunya registra 17 casos autóctones, com incidência de 2,4 por 100 mil habitantes. Para zika, não há casos confirmados no período.

Para tentar evitar novos casos, as equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti seguem intensificando as atividades nos bairros.

Somente nas ações de rotina, foram 141.466 imóveis vistoriados, 15.326 imóveis tratados, 17.058 depósitos tratados e 4.811 depósitos eliminados, reduzindo os possíveis criadouros do vetor.

A SMS reforça ainda que a prevenção começa dentro de casa e orienta a população a eliminar focos de água parada em quintais, calhas, pneus, garrafas e reservatórios; manter atenção aos sintomas e não se automedicar em caso de suspeita de dengue, chikungunya ou zika.

A orientação é para que a pessoas procure uma unidade de saúde mais próxima para avaliação médica ao apresentar sinais da doença.

Além disso, a gestão orienta garantir a vacinação com a Qdenga, disponível na rede municipal para crianças de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses.

Fonte: www.diariodecuiaba.com.br

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