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Quadrilha é indiciada por torturar e matar menor há 3 meses

Sete pessoas foram indiciadas por homicídio e ocultação do corpo de Emily Carolaine Roman de Oliveira, encontrada morta no Rio Bugres em outubro de 2025, em Araputanga (345 km a Oeste de Cuiabá). Ela foi torturada por integrantes de uma facção criminosa.

 

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a jovem foi submetida a horas de tortura antes de ser executrada. A motivação do crime foi uma tentativa da facção para obter informações sobre o paradeiro de outro membro da organização que havia desaparecido.

A adolescente desapareceu no dia 19 de outubro e foi encontrada dois dias depois, por volta das 08h30. A identificação inicial foi feita por meio de tatuagem e posteriormente confirmada por exame necropapiloscópico.

 

Após análise técnico-jurídica dos fatos e das provas colhidas, foi possível indiciar 7 envolvidos nos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e integrar organização criminosa. O assassinato tem as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

 

O inquérito policial inclui laudos periciais de necrópsia e necropapiloscópia, depoimentos e interrogatórios dos envolvidos, reconhecimentos fotográficos, imagens de câmeras de segurança, registros de deslocamento de veículos e vestígios encontrados no local do crime e às margens do rio.

 

Entre os indiciados, 3 adultos foram presos e um adolescente foi apreendido para internação provisória. Outros 3 envolvidos permanecem foragidos.

 

O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário e ao Ministério Público Estadual para análise e oferecimento de denúncia criminal. Os indiciados responderão pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.

 

O crime 
Conforme apurado pela Polícia Civil, após ser pega, a vítima foi levada até uma residência no bairro Jardim Village, onde foi amarrada e submetida a um interrogatório violento conhecido como “salve” ou “tribunal do crime” da facção.

 

Durante horas, a adolescente sofreu espancamento, afogamento em caixa d’água, choques elétricos com fio desencapado e foi estrangulada com um lençol. Outros membros da organização criminosa acompanhavam os fatos por videochamada, dando ordens e orientações sobre como agir.

 

O laudo pericial de necrópsia concluiu que a morte decorreu de asfixia por estrangulamento, consistente. O exame constatou ainda múltiplas lesões compatíveis com tortura.

 

Após a execução, o corpo da adolescente foi transportado de motocicleta até as margens do Rio Bugres, onde foi abandonado. A materialidade do crime de ocultação de cadáver foi demonstrada pela localização do corpo com sinais de arrasto compatíveis com o transporte deliberado do cadáver.

Fonte: www.gazetadigital.com.br

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