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Com duas vagas em jogo, eleição ao Senado será uma das mais disputadas da história em MT

A eleição para o Senado Federal em Mato Grosso promete ser uma das mais concorridas do país em 2026. Duas vagas estarão em disputa, atualmente ocupadas pelo senador licenciado e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), e pelo senador Jayme Campos (União Brasil).

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) é, até o momento, a única pré-candidata que já colocou “o bloco na rua” em busca de consolidar sua candidatura. Ela conta com o apoio integral da cúpula do MDB e tem apresentado bom desempenho nas pesquisas realizadas desde o início de 2025, aparecendo em segundo lugar — atrás do governador Mauro Mendes (União), que ainda não decidiu se disputará o cargo.

Mauro Mendes afirmou que só definirá sua candidatura em abril de 2026, prazo final para que governadores renunciem ao mandato para concorrer ao Senado. Embora faça suspense, aliados garantem que ele deve entrar na disputa. Mendes lidera todas as pesquisas de intenção de voto desde o início de 2025, impulsionado por sua alta popularidade e feitos administrativos.

Já o ministro Carlos Fávaro anunciou que pretende disputar a reeleição. Considerado um dos ministros favoritos do presidente Lula (PT), ele deve ser o “candidato oficial” do governo federal em Mato Grosso. Apesar de oscilar entre a terceira e a quarta posição nas pesquisas, deve contar com forte apoio do Palácio do Planalto.

O senador Jayme Campos tenta viabilizar sua candidatura ao governo do Estado. Caso não consiga, afirma que sua reeleição ao Senado será “natural”. No entanto, ainda precisa resolver impasses internos no União Brasil.

No campo bolsonarista, o deputado federal José Medeiros (PL) já recebeu apoio do partido e o aval pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro. Um dos principais nomes da ala mais ideológica do bolsonarismo na Câmara, Medeiros figura entre a terceira e a quarta colocação nas pesquisas. Ele tem a seu favor, disputar em um dos estados mais bolsonaristas de Mato Grosso.

O ex-governador Pedro Taques (PSB) também entrou na corrida e busca retornar ao Senado, onde atuou entre 2011 e 2014, quando renunciou para assumir o governo. Taques ganhou projeção nacional ao disputar a presidência do Senado contra Renan Calheiros (MDB-AL). Ele aparece entre a quinta e a sexta posição nas pesquisas e pode se tornar o segundo nome da esquerda na disputa.

O ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (DC), novamente será candidato. Conhecido pelo discurso ultraconservador e alinhamento ao bolsonarismo — embora sem apoio direto de Bolsonaro —, tem estruturado o Democracia Cristã para a eleição. Ele aparece entre o sétimo e o oitavo lugar.

A segunda suplente Margareth Buzetti (PP) também anunciou que buscará viabilizar sua candidatura após romper com Carlos Fávaro. Ela deixou a cadeira de senadora em setembro, após três anos no exercício, para dar lugar ao segundo suplente, José Lacerda (PSD). Entre seus principais feitos está a aprovação de leis de endurecimento no combate ao feminicídio. Até o momento, Buzetti aparece nas últimas posições das pesquisas.

Fonte: www.midiajur.com.br

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