Câncer de mama já matou quase 200 mulheres em MT em 2025
Entre 2021 e 2025, ao menos 1.197 óbitos por câncer de mama foram registrados em Mato Grosso, segundo dados oficiais do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), desenvolvido pelo Ministério da Saúde. As informações, levantadas até outubro de 2025, revelam não apenas a gravidade da doença no estado, mas também as diferenças de impacto conforme a faixa etária e a raça/cor das vítimas.
Perfil etário das vítimas
O levantamento mostra que a faixa dos 50 a 59 anos concentra o maior número de mortes em todos os anos analisados. Só em 2021, foram 62 registros nessa faixa, número que se manteve elevado em 2022 (67), 2023 (57) e 2024 (55). Já em 2025, que ainda conta com dados parciais, já foram contabilizados 41 óbitos nessa faixa.
Apesar da concentração entre mulheres mais velhas, a doença também vitima jovens. Entre 20 e 29 anos, houve registros em todos os anos: de 1 óbito em 2021, o número subiu para 6 em 2023. Em 2024 e 2025, os parciais já indicam 4 e 2 casos, respectivamente.
No grupo das idosas com 70 anos ou mais, a mortalidade também é significativa: em 2021 foram 60 mortes nessa faixa (70 a 79 anos e 80+ somados), 66 em 2022 e 77 em 2023. Os dados de 2024 e 2025 reforçam a persistência dessa tendência.
Distribuição por raça e cor
O levantamento também evidencia desigualdades raciais. As mulheres pardas e brancas concentram a maior parte das mortes no período. Em 2021, foram 105 óbitos entre pardas e 103 entre brancas. Já em 2022, as pardas superaram as brancas: 133 contra 106 mortes.
Em 2023, o cenário voltou a se equilibrar (119 óbitos entre pardas e 110 entre brancas). Nos dois anos seguintes, a diferença continuou pequena, mas constante: em 2024 foram 121 óbitos de pardas contra 116 de brancas, e em 2025, até outubro, 87 pardas e 89 brancas.
A população preta aparece em terceiro lugar, com números que também chamam atenção: de 12 mortes em 2021, passou para 23 em 2023 e repetiu 23 em 2024. Em 2025, até agora, são 18 registros.
Entre mulheres indígenas, há poucos registros, sendo apenas um caso em 2023. Já a categoria não informada aparece de forma residual em 2022, com um único óbito registrado.
Os números mostram um aumento progressivo até 2024, com ligeira queda em 2025, ainda explicada pela parcialidade dos dados.
Fonte: primeirapagina.com.br
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