“Apostar faz você perder dinheiro”: alerta passa a ser obrigatório nas bets
Apostar faz você perder dinheiro.” A frase, que até então não aparecia nas campanhas das casas de apostas esportivas, passou a ser obrigatória em anúncios de bets em todo o país a partir desta sexta-feira (17.07). A medida do Ministério da Fazenda busca alertar a população sobre os riscos de dependência e prejuízos financeiros associados aos jogos on-line, setor que movimenta bilhões de reais e registra crescimento acelerado no Brasil.
A nova exigência foi estabelecida pela Portaria nº 1.964/2026, publicada pela Secretaria de Prêmios e Apostas. A partir de agora, todas as peças publicitárias e ações de marketing promovidas por empresas de apostas deverão exibir advertências sobre os riscos da atividade.
Pelas regras, os avisos deverão aparecer de forma clara, legível e proporcional ao restante da publicidade, ocupando pelo menos 10% do espaço total do anúncio. A determinação vale para campanhas veiculadas em meios impressos, audiovisuais e digitais.
As empresas poderão utilizar uma das três mensagens padronizadas definidas pelo Governo Federal: “Ministério da Fazenda adverte: Apostar pode causar dependência”; “Ministério da Fazenda adverte: Apostar faz você perder dinheiro”; ou “Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento”.
A obrigatoriedade alcança todas as formas de divulgação comercial das chamadas bets, incluindo anúncios em redes sociais, sites, aplicativos, plataformas digitais, transmissões esportivas e demais meios de comunicação utilizados pelas operadoras.
Segundo o Ministério da Fazenda, a medida faz parte de um conjunto de ações voltadas à proteção dos consumidores diante da rápida expansão do mercado de apostas no país. A intenção é ampliar a conscientização da população sobre os impactos que o hábito de apostar pode causar, tanto no orçamento familiar quanto na saúde mental.
A regulamentação entra em vigor em um momento de crescente preocupação com os efeitos das apostas esportivas e dos cassinos on-line. Nos últimos anos, o aumento do número de usuários tem impulsionado debates sobre endividamento, compulsão por jogos e os reflexos sociais provocados pela popularização das plataformas de apostas.
Fonte: Joédson Alves/Agência Brasil
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