Seu pet está ficando velhinho? Os sinais que muitos tutores ignoram
Cada vez mais é possível encontrar gatos e cachorros idosos que vivem acima dos 15 anos. Assim como nos humanos, a fase da velhice para os pets costuma ser bastante desafiadora. Por isso, é preciso bastante cuidado quanto aos sinais apresentados pelos animais.
Antes com muita energia, o cachorro ou gato passa a caminhar mais devagar, preferir lugares mais baixos e deixa o sono tomar grande parte do dia. A velhice dos animais tem se tornado rotina em muitos lares brasileiros.
A médica-veterinária Gizelly Bandeira explica que o cenário reflete a evolução da sociedade quanto aos cuidados dos pets.
“Hoje a expectativa de vida dos animais de companhia aumentou. Isso se deve à melhoria da qualidade de vida proporcionada pelos responsáveis, seja por alimentação e acolhimento, assim como pelo desenvolvimento da Medicina Veterinária”, afirma.
A profissional pontua, ainda, que a relação entre humanos e animais também se transformou ao longo dos anos. Os cachorros passaram a ocupar um lugar central na rotina doméstica, sendo muitos considerados membros da família. Isso torna o período do envelhecimento ainda mais sensível.
“Hoje temos cães com 20 anos e gatos podendo chegar até 22 anos, e o mais importante, com qualidade”, afirma Gizelly.
Ainda conforme Gizelly, cães e gatos são considerados adultos quando atingem um ano de vida, e entram na fase idosa entre os 6 e 7 anos. A partir dessa etapa é necessário que o check-up anual passe a se tornar rotina, para identificar possíveis alterações que às vezes passam despercebidas no dia a dia.
Sinais como tosse, cansaço, alteração na alimentação, mudança na forma de andar ou qualquer comportamento fora do habitual não podem ser atribuídos somente à idade.
“Idade não é doença. Não existe isso de ‘ele está assim porque é velhinho’. Deve-se cuidar e tratar o pet para que ele envelheça bem”, alerta.
Animais idosos podem desenvolver doenças como cardiopatias, pneumopatias, problemas renais e endócrinos, além de alterações dentárias. A alimentação também deve acompanhar a fase, com ração adequada para a idade e orientação médico-veterinário.
“Proporcionar saúde aos pets desde cedo, com alimentação correta, prevenção de doenças e acompanhamento veterinário, faz com que hoje os pets vivam mais e melhor”, afirma.
E o emocional dos “pais de pet”?
Se a idade é sentida pelos animais, os seres humanos também acabam impactados pelo avanço da vida do pet.
“Quando uma pessoa olha para o pet e pensa: ‘Ele está sempre comigo’, ‘Eu não estou sozinha’ ou ‘Aqui existe alguém feliz por me ver’, esses pensamentos podem produzir sentimentos de acolhimento, segurança e pertencimento”, explica a psicóloga Maísa Colombo Lima.
Ver o pet caminhar mais devagar, dormir mais ou até mesmo ter dificuldade para subir em determinados lugares pode despertar tristeza, preocupação, medo, impotência e culpa no tutor. Isso surge pela ideia de perda ou sofrimento do pet, causando um luto antecipatório.
“Preparar-se não significa desistir do animal nem antecipar sua morte. Significa reconhecer a realidade para oferecer um cuidado mais consciente”, orienta.
A profissional recomenda que as famílias conversem sobre a mudança do estilo de vida do animal, divida as responsabilidades e tente voltar ao presente, sem imaginar um cenário futuro que possa não acontecer.
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