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Operação desarticula esquema de tráfico e lavagem chefiado por PM

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (27), a Operação Tu Quoque, em Mato Grosso.

O objetivo é cumprir ordens judiciais com foco na desarticulação de um esquema de roubo de entorpecentes e tráfico de drogas com ligação entre duas facções criminosas atuantes no Estado – o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na operação, foram cumpridas 15 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo Cáceres, com base em investigações conduzidas pela Delegacia de Pontes e Lacerda (448km a Oeste de Cuiabá).

Também foram cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões.

Entre os alvos envolvidos no esquema, está Phillippe Thiago Figueiredo, soldado da Polícia Militar, apontado como um dos líderes do grupo investigado, o Comando Vermelho.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Pontes e Lacerda e Várzea Grande (área metropolitana de Cuiabá),, com apoio das equipes da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).

As investigações têm como foco a desarticulação de um esquema de roubo de drogass em pontos de armazenamento de drogas da facção criminosa PCC, na região de fronteira e que, depois, eram redistribuídos por integrantes do Comando, na região metropolitana de Cuiabá.

ROUBO E TRÁFICO – Segundo as investigações da Delegacia de Pontes e Lacerda, o esquema funcionava por meio de dois núcleos, um deles responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas de uma facção criminosa, na região de fronteira.

O segundo núcleo tinha uma função distinta e se deslocava da Capital do Estado para Pontes e Lacerda, para atuar no roubo da droga e, posteriormente, transportar e distribuir os entorpecentes na região metropolitana.

O policial militar, apontado como principal alvo da operação, era o responsável pelo roubo do entorpecente, saindo da Capital para Pontes e Lacerda para subtrair a droga.

Ele também fazia a separação do entorpecente para outra equipe do grupo criminoso, que atuaria na distribuição.

A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos.

Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados.

Também foi descoberto o esquema envolvendo roubos ligados a facções criminosas, além da redistribuição e comercialização do entorpecente subtraído.

Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada para a pulverização dos valores.

A OPERAÇÃO – A expressão latina tu quoque significa literalmente “tu também” ou “até tu”.

Faz referência ao fato de existir, como pivô da organização criminosa, um membro das forças de Segurança, representando uma significativa quebra da confiança depositada e esperada dos agentes públicos.

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

A operação faz parte da sexta fase da Operação Narke, da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc).

A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de enfrentamento ao narcotráfico.

Fonte: www.diariodecuiaba.com.br

Foto: Reprodução/PJC e PM

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