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Hipertensão é responsável por mais de 50% das mortes por doenças cardiovasculares

A Hipertensão Arterial já se tornou uma epidemia silenciosa no Brasil. A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), elaborada por 75 especialistas de instituições de todo o país, revela que a doença atinge cerca de 25% da população adulta brasileira, mas metade dos portadores desconhece o diagnóstico. A pressão alta é hoje o principal fator de risco para mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC), Infarto Agudo do Miocárdio e Doença Renal Crônica, sendo responsável por mais de 50% dos óbitos por doenças cardiovasculares registrados no país.

Segundo o documento, publicado na revista Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a hipertensão gera bilhões de reais em gastos anuais para o Sistema Único de Saúde (SUS) com internações, diálise e reabilitação de sequelas. A doença se alastra impulsionada por maus hábitos alimentares, excesso de sal, obesidade, sedentarismo e envelhecimento da população, enquanto o rastreamento e o tratamento permanecem falhos. Em unidades básicas, erros na aferição da pressão e consultas rápidas demais contribuem para o subdiagnóstico e atrasam o início do tratamento.

A diretriz alerta que, mesmo entre os pacientes diagnosticados, menos de 30% conseguem manter a pressão controlada, principalmente por abandono do tratamento e dificuldade de acesso aos medicamentos de uso contínuo. O texto recomenda que equipes de saúde adotem busca ativa de casos nas comunidades, ampliação do acesso a aparelhos validados de medição e oferta de remédios combinados de ação prolongada na Farmácia Popular e no SUS.

SIGA-1 Hipertensão é responsável por mais de 50% das mortes por doenças cardiovasculares

Os especialistas defendem que o enfrentamento da hipertensão precisa ser tratado como prioridade de Estado. Entre as estratégias propostas estão campanhas nacionais permanentes de prevenção, incentivo à atividade física nas escolas e no trabalho, políticas de redução de sal e ultraprocessados e criação de metas obrigatórias para o rastreamento de pressão arterial na atenção primária. Segundo a SBC, sem mudanças estruturais, o país pode enfrentar um colapso no atendimento de doenças cardiovasculares nas próximas décadas.

Fonte: www.vgnoticias.com.br

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