Suspeito diz que pé “escorregou” após atropelar amante em Vila Bela
Após a morte de Simone da Silva Matiuzi, 35 anos, atropelada várias vezes e atingida na cabeça com um macaco automotivo, o suspeito Marcos César Santos Vilela, 33 anos, alegou à polícia que tudo foi um acidente. Segundo ele, o carro avançou depois que seu pé “escorregou” no acelerador.
Em depoimento, Marcos afirmou que mantinha um relacionamento extraconjugal com Simone há cerca de um ano e seis meses. Ele declarou ainda que vive maritalmente com uma mulher identificada pelas iniciais S.S.S., prima da vítima, e que ela não tinha conhecimento do caso.
O crime ocorreu na noite de quinta-feira (12.03), no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá. Marcos foi localizado e detido poucas horas após o ocorrido.
Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, Simone teria descido do veículo e estaria urinando em frente ao carro quando o suspeito perdeu o controle do automóvel.
Ele afirmou que o pé escorregou no acelerador e o carro acabou passando por cima da vítima. Em seguida, disse que deu marcha à ré para retirar o veículo de cima dela. O homem também declarou que não prestou socorro porque havia ingerido bebida alcoólica.
Uma testemunha, amiga do casal, teria presenciado o ocorrido, conforme relatado pelo suspeito. A versão apresentada, no entanto, passou a ser confrontada com os primeiros indícios observados no atendimento à vítima.
Simone foi encontrada desacordada, ainda com sinais vitais, mas com diversas lesões pelo corpo. Entre os ferimentos havia um corte profundo na lateral da cabeça, com sangramento intenso e exposição de parte da caixa craniana.
Também foram observados edema e manchas escurecidas nos olhos, além de escoriações na barriga, braços, pernas e pés.
Próximo ao local onde ela foi encontrada, equipes que atenderam à ocorrência localizaram um macaco automotivo aberto, objeto que pode ter sido utilizado para atingir a cabeça da vítima.
Os indícios iniciais também levantam a hipótese de que Simone tenha sido atropelada mais de uma vez, ponto que ainda será analisado pela investigação.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da morte e a possível configuração de feminicídio.
Fonte: www.vgnoticias.com.br
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